Célula IT EXTREME

Tecnologia levada ao extremo!
O objetivo da célula é ser inovadora, dinâmica e eficiente nas suas criações.
Mudar a forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia, criar novas formas de interação com objetos tecnológicos, são metas do IT Extreme TEAM!

July 2007 - Posts

O objetivo desse artigo é trazer uma visão genérica de alguns recursos que podem ser usados para defesa do seu servidor Windows 2003, para isso, usamos como exemplo de ameaça a segurança uma técnica chamada Finger Print. Não iremos explicar a fundo, o que é e como utilizar essa técnica.

Finger Print

Finger Print ao pé da letra, significa, impressão digital. Essa técnica de obtenção de informação visa saber qual o sistema operacional está sendo usado em uma maquina especifica. Isso ocorre porque cada sistema operacional implementa a pilha tcp/ip de uma forma.

Existem inúmeras requisições que podem ser usadas para verificar particularidades de cada sistema operacional. Um inocente PING por exemplo, pode dar uma boa dica de qual sistema operacional está em uso, caso não sejam tomadas as devidas precauções. O comando ping retorna entre outras coisas o TTL(Time To Live), que difere de um sistema operacional a outro. Segue abaixo uma pequena lista com o valor do TTL e o sistema operacional correspondente:


Valor de retorno Sistema Operacional

30 Switches 3COM

32 Windows 95 (primeira versão)

60 Impressoras HP (JetDirect/Laser Jet)

64 *Unix, *Linux

128 Windows (95,98,ME,NT,2000,2003,XP) e Novell Netware (3.12 , 5.0 , 5.1)

255 FreeBSD(3.4 e 4.0), OpenBSD, NetBSD, Solaris (2.5.1 a 2.8), HP-UX e IRIX



Exemplo disso é que muitos firewalls são configurados para não responder requisições ICMP, a não ser as liberadas pelo administrador, lembrando que o ping é um tipo de requisição ICMP.

Essa é uma técnica extremamente simples de FingerPrint, porém existem inúmeras outras. É possível a manipulação de datagramas TCP e UDP, sendo a pilha TCP/IP melhor para essa finalidade, devido as diversas formas de implementação nos diversos sistemas operacionais.

Outra técnica simples que pode revelar informações valiosas caso o administrador não esteja atento e não fizer os devidos ajustes é uma requisição telnet na porta 80. Pode revelar com facilidade o sistema operacional e o servidor web utilizado, bem como sua versão.

Ex:

No prompt de comando, digite:

telnet XXX.XXX.XXX 80

qualquercoisa ou GET


Onde a seqüência de X, significa o endereço ip do servidor.


A técnica de FingerPrint é de fundamental importância para o atacante, pois através dela, sabendo o sistema operacional e a respectiva versão do servidor web em atividade por exemplo, pode ser usado um exploit especifico para finalidade do atacante. Ocultar essas informações então, seria um grande passo na defesa de suas informações.

Depois de uma visão bem superficial sobre Finger Print, vamos aprender o que podemos modificar para prover maior segurança ao nosso servidor.

No Windows 2003 Server, vá até o regedit.

Depois navegue pela arvore

HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Services\Tcpip\Parameters


Nessa pasta você irá encontrar várias configurações que podem ajuda-lo a proteger-se um pouco mais, não só com relação ao finger print.

Alguns registros são visíveis por padrão, outros você tem que criar se quiser modificar o valor padrão.


O registro AllowUserRawAccess por exemplo, não é visível por padrão. Esse registro controla o acesso a RAW sockets por usuários não administrativos. Os valores possíveis são 0 (False) e 1 (True), o valor padrão é 0. Mas caso o valor seja modificado para 1 permite usuários não administrativos controlar RAW sockets.

Dependendo de suas intenções com relação a um sistema remoto, talvez seja interessante ter, por algum meio, esse registro setado como True. Mas por questões de segurança, siga o padrão.


O registro DefaultTTL mostra o padrão do TTL, como citado na tabela acima, o padrão para Windows é 128, que pode ser alterado para 64 por exemplo, fazendo se passar por um Linux, por exemplo, a um atacante desatento que tente somente através do TTL determinar o SO.

DisableIPSourceRouting é o registro responsável por permitir que quem envia um pacote pela rede, possa determinar a rota IP do mesmo. O comando PING e o TRACERT podem ser usados com essas finalidade pois tem opções para especificar a rota. O registro pode ter 3 valores:

0 - forward all packets

1 - do not forward Source Routed packets

2 - drop all incoming Source Routed packets

No Windows 2003 Server sem nenhum Service Pack o padrão é 1, já nas versões com qualquer Service Pack o padrão é 2. Para impedir todos os pacotes que cheguem com rota pré definida.



Você pode usar o registro ReservedPorts para reservar portas fora do range naturalmente reservado. O range aberto normalmente para aplicações do usuário vai de 1024 a 5000. Esse range pode ser alterado pelo registro MaxUserPort. Pelo registro ReservedPorts, você pode incluir nesse range aberto de 1024 a 5000, portas reservadas que não poderão ser usadas pelo usuário.

O registro TcpNumConnections diz quantas conexões TCP poderão existir simultaneamente.


Existem inúmeros outros registros de configuração nessa arvore, inclusive alguns que podem ser configurados pela interface de usuário do Windows 2003, como opção pra usar DHCP e etc.

Para não estender muito esse artigo, que já está muito grande, ficarei por aqui com as descrições.

A descrição de todos os registros dessa arvore pode ser encontrada no link abaixo, que serviu de guia para criação desse artigo.

http://technet2.microsoft.com/windowsserver/en/library/db56b4d4-a351-40d5-b6b1-998e9f6f41c91033.mspx?mfr=true

Também seria interessante a visita ao link: http://support.microsoft.com/?scid=kb%3Ben-us%3B317741&x=17&y=5

que mostra como mascarar informações do IIS obtidas através do TELNET ou TRACE.



Esse foi meu primeiro artigo com enfoque técnico. Espero que tenham gostado e não considerem muito os erros de português.

No próximo prometo screenshots para melhor entendimento das questões.



Abraços,

João Bosco

 

Todo novo produto tem uma curva de falhas alta, com o iPhone não poderia ser diferente.

Foi descoberto recentemente pelo Dr. Charlie Miller, membro do grupo de pesquisadores Independent Security Evaluators, que também atua prestando consultoria na area de segurança da informação, uma falha que expõe os usuários de iPhone.

Até o momento só foi divulgado um resumo do estudo.

O estudo completo será divulgado na convenção Black Hat , dia 2 de agosto.

O ataque é possivel de diferentes formas.

Os exemplos apresentados na prova de conceito são:

   1. Um atacante controla um Access Point
   2. O usuário abre uma pagina web com código malicioso
   3. O usuário abre uma URL diretamente do e-mail ou de uma mensagem SMS

Quando a versão do Safari no iPhone abre uma pagina arbitraria com o código malicioso, o exploit irá rodar e conceder privilégios administrativos ao atacante. Na prova de conceito aplicada pela equipe do Dr. Charlie Miller foi possível ler o log das mensagens SMS, agenda de contatos, histórico de chamadas e ouvir as gravações do correio de voz. Tudo isso foi transmitido ao atacante.

Segundo a equipe, o código pode ser substituído para fazer qualquer coisa que seja possível dentro do iPhone. Qualquer dado dentro do iPhone pode ser obtido pelo atacante.

A Apple já foi comunicada e está estudando o exploit para publicar em breve um patch para correção do erro.

Estamos numa era de convergência muito grande entre telefonia e computação. Todos os cuidados que você aplica a seu computador ou laptop, deve ser aplicado a aparelhos celulares.
Cuidados que podem diminuir os riscos são:

  • Visite apenas sites de sua confiança
  • Use apenas redes WiFi em que você conheça e confie
  • Não abra links diretamente de e-mails


Esses cuidados são formas de prevenção contra ataques que são válidos para quase todos os aparelhos que podem se conectar a internet.

Posted by Joao Bosco | with no comments

O primeiro post no Blog obviamente tem que ser uma apresentação da equipe. Não vou escrever muito pra não encher o saco dos leitores.

Então vamos lá. 

Quem somos?

 Somos uma celula academica  formada nas Faculdades Jorge Amado. Na época em que nos unimos para dar inicio a este projeto, eramos 4º semestre e buscávamos um meio para interagir mais com o cenário de TI regional. Essa foi a forma que encontramos para conciliar esse desejo de interação com trabalho e vida pessoal de todos os integrantes, foi então que demos inicio a Célula.
 

Vamos aos nomes dos integrantes que deram inicio a este grupo:

João Bosco

Moacir Filho

Ivan Clay

Ivanildo Frenzel

Murilo Cardoso
 

O que fazemos?

 Como já foi dito, todos são estudantes, mas acima de tudo somos apaixonados por tecnologia. Todos os integrantes já tem experiência de trabalho na area, com programação ou infra-estrutura.
 

Qual o nosso objetivo? 

O nosso objetivo é desenvolver soluções que facilitem a vida dos usuários e/ou empresas. Sempre buscando uma maneira de inovar e se destacar no mercado.

Produzir conhecimento acadêmico também é um foco do grupo. Desenvolver estudos/pesquisas na area de tecnologia foi um dos principais motivos da junção do grupo. Acreditamos que produzindo conhecimento, teremos nossas capacidades reconhecidas e teremos mais oportunidades.

 

Agradecimentos 

Nessa muito breve apresentação, gostaria também de deixar alguns agradecimentos em nome do grupo.

Agradecemos primeiramente a Diego Alvarez que nos guiou para a formação da célula acadêmica e nos orientou em como deveríamos proceder com relação as atividades da célula.

Agradecemos também a Grinaldo, Coordenador do curso de Sistemas de Informação nas Faculdades Jorge Amado, que nos cedeu espaço físico e maquinas para que pudéssemos dar continuidade a esse projeto.

Agradecemos também a Alex Kondera e Ramon Durães que tiraram duvidas com relação ao processo das células acadêmicas e nos disponibilizaram esse espaço para publicações.

 

Posted by Joao Bosco | with no comments